Jeanete, na religiosidade
Há pessoas na vida que desde cedo são despertadas para os valores espirituais. Minha mãe foi um dessas. Sempre considerada como mulher mística e fervorosa, de fé inabalável e temente a Deus. Participava de missa e comunhão diária. Fazia de Deus o centro de tudo sendo um exemplo de religiosidade. A Bíblia era seu livro de cabeceira. Autêntica quanto ao seu agir. Nunca negava esmolas. Viveu na simplicidade, evitando o supérfluo e o desperdício. Essas eram suas características marcante fazendo parte de sua personalidade.
Era oriunda de família com princípios religiosos. Sua mãe foi sua catequista. E ainda no colo deu-lhe os primeiros ensinamentos. Aprendeu tudo muito rápido e fez logo sua Primeira Comunhão. Seus pais tinham em casa, capela particular, onde havia hábito do terço diário à noite, além de missas dominicais.
Desde criança mostrava-se, em casa e no colégio, como fervorosa nas práticas religiosas. Estudou em colégios de freiras: Catarinas e Doroteias. Participou durante sua mocidade da Pia União das Filhas de Maria e do Apostolado da Oração do Sagrado Coração de Jesus. Depois de casada, com 37 anos e como admiradora inconteste de São Francisco, entrou para a Ordem Terceira Franciscana Secular, firmando votos de pobreza e de caridade no dia 19/03/1948.
Foi catequista de seus filhos e se aprimorou nessa atividade chegando a dar aulas de religião no Colégio São Luiz Gonzaga. Foi membro ativo do Cursilho de Cristandade destacando-se por suas palestras, em grupos diversos, de temas religiosos.
Teve participação atuante no franciscanismo, tanto no Piauí como no Ceará, tendo sido Mestra de Noviças e Ministra participando do Conselho Nacional que lhe oportunizou ida a Congressos e Assembleias Estaduais por todo território nacional representando o Piauí. Foi uma das fundadoras da JUFRA – Juventude Franciscana, movimento entre jovens da Paróquia de São Sebastião, em Parnaíba – Piauí.
Nos últimos anos de sua vida dedicou-se a um trabalho constante com enfermos fazendo parte da Ala Paciente com Franciscanos Seculares. Estendeu sua experiência de trabalho com hansenianos, pois como voluntária foi uma das fundadoras do IGAPA Clube -, Instituição de Garantia Assistencial Parnaibana, criada em 1976. Ainda como voluntária fazia visitas periódicas aos presos tendo tido papel relevante em todas as Campanhas Pró Alagados de nossa cidade.
Autora: Yeda de Moraes Souza Machado

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