Desde cedo Jeanete demonstrava amor às letras, gostando de ler e escrever. Era seu hábito preferido desde criança. Foi conhecida como mulher de muita leitura que nunca deixava de se abastecer de bons livros adquiridos em suas viagens. Sempre gostava de ter a mão uma cadernetinha, ou, um pedaço de papel, para ficar rabiscando algo que lhe viesse à mente... fazia pequenos versos...escrevia para parentes e amigos...registrava acontecimentos familiares em agendas de anotações. Destacou-se no colégio pelo seu gosto a leituras e facilidade de escrever, além de ter um tom de voz muito propício para declamar poesias.
Quando casou seu esposo Joaz instala em Parnaíba a primeira livraria de nossa cidade. Ela participa ativamente da escolha de bons livros para as vendas aproveitando, também, para suas leituras.
Em 1950, após sua viagem à Roma, mamãe muito dedicada à leitura de bons livros e de gostar de escrever, inicia uma nova fase em sua vida. Passa a se organizar melhor como escritora. Costumava dizer: ”O que se escreve é precioso por vários motivos. O vento não leva palavras escritas...Perpetua-se com mais facilidade o que se grava com letras sobre o papel”.
Na década de 60 Jeanete morando em Fortaleza e vinculada ao grupo de Franciscanas Seculares dedica-se a fazer palestras e incentivada resolve escrever seu primeiro livro: ”A Vida um hino de amor” que é impresso pela Editora do Convento dos Capuchinhos de Fortaleza-Ceará.
Passou a escrever assiduamente de 1983 a 1988, crônicas para jornal local: A Ação onde expõe seus pensamentos em coluna denominada: “Vivendo...Filosofando...” Escreve, periodicamente, para a revista: Paz e Bem, do Rio de Janeiro.
Começa a selecionar suas lindas poesias e sonha em algum dia divulgá-las. Escreve muitas peças de teatro. Faz dos acontecimentos da viagem a Roma verdadeiro livro. Inicia um livro aqui, outro acolá. Pega noutro caderno e começa a história de um romance. A partir daqui passa a fazer registro em seu diário procurando filosofar....oferecendo a seus filhos agendas com seus pensamentos sobre temas básicos da vida. Pensa e escreve seu Testamento. Escreve palestras, conferências. Idealiza novos livros e peças de teatros.
Entra na Academia Parnaibana de Letras em 1985 ocupante da cadeira 10, cujo Patrono é Francisco Ayres, hoje ocupada por seu filho Francisco.
Autoria: Yeda de Moraes Souza Machado

Nenhum comentário:
Postar um comentário